Monday, August 7, 2017

Treating achondroplasia: update on the current potential therapies

There has been a while since I published the last article and, as we see some new updates on currently therapeutic approaches and the emrgence of a couple of new ones, I thought it would be good to list the current active (and not so active) research on potential therapies for achondroplasia.

The table below lists the main therapeutic strategies disclosed in the literature. Almost all of them have been reviewed here in the blog, but for two exceptions: 1. B-701, an anti-FGFR3 antibody currently in development by an US based biotech company, about which we do not have much information; and 2. the gene editing strategy (which does deserve a dedicated review). If you are interested in learning more about them, just visit the index page to find out the links for their reviews.

Some of the drugs listed have not been tested in an achondroplasia model, but showed activity against FGFR3 in the lab and could be candidates for testing in achondroplasia as well.

Table. Main potential pharmacological strategies for the treatment of achondroplasia.

Drug
Status
Developer
Reference
Tested in achondroplasia models
Vosoritide
Phase 3
TA-46
Pre-clinical
Meclizine/meclozine
Pre-clinical
Academy
Statins
Pre-clinical
Academy
NVP-BGJ398
Pre-clinical
Academy/Novartis
B-701 (antibody)
Pre-clinical
No specific publication located
CRISPR-CAS9 (gene editing)
?
Academy
PTH
?
Academy
P3 (peptide)
?
Academy
Tested against FGFR3 (but not in achondroplasia)




Menaquinones

Academy
Sogabe N et al. (2011); Kaisermann MC (2011) (letter on Sogabe et al.);
 

Sunday, March 5, 2017

Tratando a acondroplasia: quinto ano on-line

O blog Tratando a acondroplasia (www.tinyurl.com/achtion) completou cinco anos em janeiro deste ano.

Durante todo esse tempo tenho publicado artigos nos quais revisamos a biologia da acondroplasia e todas as estratégias terapêuticas potenciais que já foram desenvolvidas para ajudar as crianças a resgatar seu crescimento ósseo, que é severamente afetado pela mutação no gene FGFR3.

Tratar a acondroplasia, no entanto, é muito mais do que simplesmente fazer os ossos crescerem para aumentar a altura final.

Muito mais importante é reduzir ou prevenir as muitas complicações que os indivíduos com acondroplasia eventualmente enfrentarão na vida, da estenose do foramen magnum e apnéia do sono na primeira infância às muitas complicações ortopédicas ao longo de suas vidas.

O blog e, por extensão, o grupo Achondroplasia no Facebook, são exclusivamente dedicados a compartilhar com todas as pessoas interessadas o conhecimento sobre a acondroplasia que tenho reunido ao longo destes anos.

Ao escrever os artigos, procuro traduzir o pesado jargão da ciência em um texto mais fácil de ser compreendido (mas sinto que posso ter falhado de vez em quando ...).

Ultimamente, o blog tem estado menos ativo, mas isso tem mais a ver sobre a escassez de informações novas do que devido a qualquer outra razão. Em geral, todos os artigos publicados até agora estão ainda atualizados, e prefiro não escrever apenas para repetir informações já publicadas.

Desenvolver terapias para doenças comuns é difícil, mas o investimento nelas é alto porque o retorno potencial também é alto. No terreno das doenças raras, desenvolver um novo medicamento é ainda mais difícil por muitas razões. Por exemplo, apenas para ficar no lado financeiro, a população a ser tratada é pequena (assim, há menos retorno de investimento). Alguns outros desafios estão relacionados com a forma como as mesmas regras e regulamentos para o desenvolvimento de fármacos que são aplicados às doenças comuns também são aplicados às doenças raras.

Por exemplo, o estudo de fase 3 com o análogo do peptídeo natriurético tipo C (CNP), vosoritide, que é a droga experimental mais avançada em desenvolvimento clínico para o tratamento da acondroplasia, foi iniciado em dezembro na Austrália. As agências regulatórias solicitaram que o desenvolvedor siga o desenho padrão para estudos de fase 3, que inclui um desenho duplo cego, controlado por placebo.

Mesmo compreendendo totalmente a necessidade de um estudo controlado por placebo para se certificar de que os efeitos (bons e maus) vistos com a droga são realmente causados ​​pela droga e não por acaso, é complexo ver esse tipo de desenho aplicado no contexto das doenças raras. E especialmente porque, para uma criança com acondroplasia, esta é uma corrida contra o tempo. Existem outras maneiras de rastrear a eficácia e a segurança de uma droga, além de submeter as crianças a placebo por um ano para confirmar os efeitos da droga experimental. Este conceito pode ser aplicado a muitas outras condições raras (por exemplo: pense na distrofia muscular de Duchenne).

É cada vez mais evidente que a participação ativa da comunidade interessada, pais e pacientes, é fundamental para impulsionar o desenvolvimento de novas soluções para estas doenças órfãs. Existem mais de sete mil doenças raras já classificadas. O número de indivíduos com cada uma dessas doenças é pequeno, mas coletivamente essas condições raras representam um grande grupo que já deveria ter uma voz mais poderosa.

Agradeço o seu interesse no artigos que publico aqui. Espero sinceramente que estejam ajudando a comunidade interessada a entender o que está acontecendo na pesquisa para tratar a acondroplasia e os desafios relacionados com trazer essas novas terapias para as crianças que delas precisam.